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terça-feira, 12 de abril de 2011

Caso Eloá: Justiça de SP nega habeas corpus a Lindemberg Alves


O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo negou, nesta terça-feira, habeas corpus a Lindemberg Alves Fernandes, acusado de matar a tiros a ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, em outubro de 2008, e fazer outros três adolescentes reféns. O sequestro durou cem horas e Eloá foi morta com dois tiros após a Polícia Militar invadir o apartamento onde a adolescente morava. Na ação, Naiara Rodrigues, amiga de Eloá, foi ferida com um tiro na boca. No pedido de habeas corpus, a defesa de Lindemberg alega que o acusado está preso há 26 meses sem previsão de término para a instrução processual na Justiça. Após recurso dos advogados do réu, o processo do caso retornou à fase de instrução e testemunhas de defesa e acusação voltaram a ser ouvidas pela Justiça nas duas últimas semanas. O recurso, impetrado pelos advogados de Lindemberg, impediu que o rapaz fosse a júri popular, marcado para fevereiro passado. De acordo com o relator que negou o habeas corpus, desembargador Pedro Luiz Aguirre Menin, a manutenção da prisão se faz necessária para a garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal. "Diante da pluralidade de crimes cometidos, diligências, requerimento defensivos, recursos impetrados até mesmo perante os Tribunais Superiores, de gravações de fitas e vídeos, elaborações e demais provas periciais, oitivas de várias testemunhas, inclusive por precatória, tudo enseja um prolongamento maior do processo, o qual, já está com a prova acusatória encerrada", justificou Menin em sua decisão. Também participaram do julgamento, cuja votação foi unânime, segundo o TJ, os desembargadores Souza Nucci e Alberto Mariz de Oliveira.
Fontes: Ag~encias

Para ter Ganso, Andrés Sanchez quer aval da diretoria do Santos


O presidente Andrés Sanchez não desmente o interesse na contratação de Paulo Henrique Ganso, mas condiciona a chegada do meia à anuência da diretoria do Santos, atual detentora dos seus direitos federativos. De acordo com o presidente corintiano, não há interesse no pagamento da multa rescisória ou briga judicial. - O Corinthians vai agir eticamente com todos os clubes. Não depositará multa rescisória de jogador algum. O Ganso só viria se tiver algum acerto que não passasse por cima do Santos. Essa não é uma prática do Corinthians, não é correto - afirmou Andrés, ao jornal Folha de S. Paulo. A cláusula penal do contrato para transferência a clubes do Brasil é de cerca de era de 26 milhões de euros (aproximadamente R$ 60 milhões), mas como é regressiva, caiu para cerca de R$ 59 milhões. Para o exterior, na casa dos R$ 100 milhões. No último dia 4 de abril, em entrevista para a rádio Bandeirantes, o presidente corintiano confirmou o interesso no meia santista. - Realmente teve e está tendo conversas. Mas não posso passar por cima do Santos. Eu respeito bastante o meu co-irmão. Infelizmente, o único problema que pega é que ele (Ganso) quer ficar três meses no Brasil e ir embora. E isso realmente o Corinthians não vai fazer. Ou ele fica aqui temporadas ou caso contrário continua a vida dele - afirmou Sanchez. - Quando o jogador não quer mais jogar não adianta ter contrato, não adianta ter nada. Contratos são feitos para romper - completou o presidente. Fontes: Agências

Ex-goleiro Jairo elogia atual camisa 1 do Coritiba


O goleiro que mais vestiu a camisa coxa-branca em toda história é Jairo, o "Pantera", como também foi conhecido enquanto defendia a camisa alviverde. Com mais de 400 jogos com a camisa alviverde, campeão inúmeras vezes, entre elas do Torneio do Povo em 1973 e Campeão Brasileiro enm 1985, ele visitou o Couto Pereira na última semana, pôde relembrar bons momentos ao pisar no gramado do estádio e comentou sobre a marca atingida por Edson Bastos, que igualou Rafael, como o quarto goleiro que mais vestiu a camisa do Coxa.
O atual goleiro está a 12 jogos de diferença do terceiro colocado, Fernando Prass. "Acho o Edson Bastos um grande goleiro, que está criando sua história no Clube. Espero vê-lo mais tempo aqui pois é um ídolo", revelou Jairo, que hoje cuida de uma escolinha de futebol na região metropolitana de Curitiba.
"O Coritiba hoje está servido de bons goleiros. Tanto ele, como o Vanderlei são ótimos e o mais importante, é que estão há um bom tempo no clube e mostram que são bons companheiros também. Os grandes times do Coritiba, historicamente, sempre tiveram dois bons goleiros", lembra Jairo, que pelo Coxa foi campeão do Torneio do Povo em 1973 e Brasileiro em 1985, ao lado de Célio e Rafael, respectivamente.
"Eu joguei muito tempo aqui. Foram mais de 10 anos entre idas e vindas. É um Clube pelo qual tenho um carinho enorme até hoje e sempre que posso vou ao Couto Pereira assistir aos jogos", revela Jairo.

Fontes: Ag~encias

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Empresa diz que já planeja ampliar os vôos em Umauarama


A apenas dez dias do início de operações na rota Umuarama-Curitiba, a Sol Linhas Aéreas contabiliza resultados positivos e anuncia que já está se preparando para também voar no sábado e domingo, entre as duas cidades.
“Ainda é cedo para falar em números ou quantificar a resposta do público-usuário. A verdade é que o número de passageiros cresce, dia-a-dia, na medida em que as pessoas fazem o primeiro voo e conferem, na prática, o conforto interno da aeronave e a comodidade dos horários”, raciocina o presidente Marcos Solano Vale.
Segundo o Presidente, a empresa, que hoje faz a rota Umuarama-Curitiba de segunda a sexta, deve ampliar os serviços para os sábados e domingos, nos próximos 45 dias.
Graças à mobilização da Comunidade e Prefeitura, que investiu em ampliações e reformas do aeroporto, Umuarama é hoje a sexta cidade paranaense a contar com voos regulares.
A aeronave decola do aeroporto Orlando de Carvalho às 5h14, chegando ao Afonso Pena às 6h44. A rota inversa inicia às 22h12, com chegada em Umuarama às 23h42. Ao viajar pela Sol, o passageiros tem acesso facilitado às conexões nacionais e internacionais, podendo cumprir toda uma jornada de trabalho na Capital paranaense, com retorno à região de Umuarama, no mesmo dia”, diz Marcos Solano Vale, lembrando que, de acréscimo, ao amanhecer, os passageiros são brindados com o espetáculo do sol nascendo sobre a Capital Paranaense.
Passagens por até R$ 293
Segundo a diretora administrativa, Sandra Mara Colaço, até o final deste mês de abril, os clientes Sol Linhas Aéreas que se anteciparem, terão oportunidade de adquirir suas passagens por até R$ 293,00 (taxa de embarque não inclusa). “É um valor promocional e limitado, que beneficia quem chega primeiro”, diz Sandra. Detalhes sobre voos, preços e aquisição de passagens, pelo site www.voesol.com.br
Fontes: Ag~encias

Ingressos para os principais shows da Expoingá custarão R$ 40


O ingresso para os principais shows da Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá (Expoingá) custarão R$ 40, a inteira e, R$ 20, a meia. O valor do passaporte foi divulgado neste domingo (10) pela Sociedade Rural de Maringá (SRM). Os shows de Luan Santana, Jorge & Mateus e Exaltassamba custarão R$ 40, a inteira e, R$ 20, a meia. Os demais shows, Restart, Maria Cecília & Rodolfo, Munhoz & Mariano e Gustavo Lima custarão R$ 30, a inteira e, R$ 15, a meia.
O passaporte para o show de Gian & Giovani e Padre Reginaldo Manzotti poderão ser adquiridos com a doação de alimentos. Para assistir os rodeios, o público vai pagar R$ 20, a inteira e, R$ 10, a meia. Já o preço para entrar no parque, que deverá ser pago à parte, será mantido o mesmo do ano passado, sendo R$ 6 a inteira e R$ 3 a meia. Os ingressos poderão ser adquiridos nos pontos de vendas autorizados (quadro ao lado) a partir desta terça-feira (12).
Expoingá 2011 espera receber público de meio milhão de pessoas
A Sociedade Rural de Maringá (SRM) estima que a edição deste ano da Expoingá receba um público de 500 mil pessoas. No último ano, cerca de 400 mil pessoas foram recebidas. A SRM espera ainda registrar um crescimento de 10% em negócios fechados em relação à edição do ano passado. De acordo com a assessoria de imprensa, a expectativa é de que o setor da pecuária some R$ 7 milhões e o de indústria e comércio, R$ 156 milhões, nos dez dias de feira, de 5 a 15 de maio. No ano passado, o setor de pecuário movimentou R$ 6,3 milhões, enquanto o de indústria e comércio, R$ 142 mil.Festa terá dois dias com entrada grátisA Expoingá 2011 terá dois dias com entrada gratuita, diferente do ano passado. O passaporte para entrar na feira e assistir os shows dos dias 9 e 10 custará apenas um quilo de alimento. No dia 9, uma segunda-feira, a dupla sertaneja Gian & Giovani vai cantar na exposição. Já no dia 10, dia do aniversário de Maringá, o padre Reginaldo Manzotti será o responsável pelo show.A SRM explicou que a entrada será gratuita nestes dois dias porque o feriado relativo ao aniversário da cidade foi antecipado pela Prefeitura de Maringá. Desta forma, a SRM considera que haverá dois dias com status de feriado.
Grade de shows - Expoingá 2011
- 05 de maio (quinta): Exaltasamba
- 06 de maio (sexta): Luan Santana
- 07 de maio (sábado): Gustavo Lima
- 08 de maio (domingo): Jorge & Mateus
- 09 de maio (segunda): Gian & Giovani
- 10 de maio (terça): Padre Reginaldo Manzotti
- 11 de maio (quarta): Restart
- 12 de maio (quinta): Maria Cecília & Rodolfo e Munhoz & Mariano
- 05 a 14 de maio: Barraca Universitária (shows diversos)
Fontes: Agências

sábado, 9 de abril de 2011

Especialistas sugerem hipóteses para massacre



Na mochila de Wellington foi encontrada uma carta (abaixo) em que pede para ser enterrado ao lado da mãe adotiva, Dicéa Menezes de Oliveira. Pede também para que seu túmulo seja visitado por um “seguidor de Deus”. Para o médico psiquiatra paranaense Rui Fernando Cruz Sampaio, especialista em psiquiatria forense, psicólogo clínico e hipnoterapeuta há 30 anos, Wellington apresentou típico comportamento psicopata (ou sociopata como a medicina atual prefere chamar, por se tratar de autor de crime contra a sociedade). Em análise baseada no campo das hipóteses, a pedido do Paraná Online, Sampaio avaliou a carta e encontrou indícios de componentes de delírios muito fortes. De acordo com o psiquiatra, é necessário saber da vida de Wellington para se chegar a uma avaliação mais profunda. No entanto, ele ter sido adotado, indicando que passou por uma rejeição quando criança, pode ter resultado em desapego ao ser humano.
Solidão O próprio recolhimento do agressor, que não tinha amigos e não saía de casa, preferindo ficar na frente de um computador, já indicava um quadro psicótico. “Atirar contra várias crianças mostra um comportamento de agressividade muito grande, falta de controle e quebra de limite social”, diz o médico. Ele considera que o rapaz poderia ter tido controle de sua psicose até recentemente, porém algo acionou o gatilho que o fez executar aquilo que antes fazia parte de seus delírios. “Alguma coisa pode ter desencadeado o surto”, salientou. Como na carta do suicida ele se diz “virgem” e que seu corpo não pode ser tocado por “impuros”, o psiquiatra também vê aí uma conotação sexual muito forte, podendo o rapaz ter sofrido algum abuso sexual na infância.
A carta não deixa dúvida de que ele planejou o atentado e isso também sustenta a hipótese de Wellington sofrer transtornos mentais, uma vez que psicopatas são, manipuladores, frios, planejam com precisão seus atos e fazem tudo conscientemente.
Psicose
“Muito provável que este rapaz tenha sido rejeitado por uma garota, quando tinha de 12 a 14 anos, quando estudava na mesma escola”, avaliou a psicóloga curitibana, especialista em comportamento humano, Tereza Cristina Karan. Ao analisar a carta deixada pelo assassino suicida, ela ressaltou que ele temia pelo que estava fazendo, tanto que pediu que um “fiel seguidor de Deus” orasse por ele diante de sua sepultura e pedisse perdão pelo que fez, mas ao mesmo tempo tinha ódio das pessoas e especialmente das meninas, que foram escolhidas para serem seus alvos. “Nas meninas ele atirava pra matar”, afirmou um garoto que sobreviveu ao atentado. De acordo com a especialista, é possível supor que o rapaz sofria de psicose paranoide e tinha alucinações que ampliavam seus dilemas pessoais.

Fontes: Agências

Conflito sem fim entre policiais e estudantes em Maringá


Era previsível e aconteceu. A Polícia Militar voltou a entrar, na madrugada de ontem, em conflito com estudantes que se reuniam na Rua Paranaguá (Zona 7), em Maringá, em frente ao bar Kanarinhus. Atendendo a reclamações de moradores do bairro sobre barulho, os policiais promoveram uma operação de retirada de todos os que estavam na via de trânsito quanto nas calçadas. Por volta da 0h45, a PM chegou com uma equipe de no mínimo cinco viaturas e seis motocicletas. Os policiais se posicionaram em linha, no começo da rua, e foram subindo em direção à Avenida Colombo, segurando cassetetes. Os PMs ordenavam a todos os que encontravam no caminho para irem para casa. Alguns estudantes resistiam e eram forçados a circularem com empurrões e xingamentos. Ao fim da operação, a tenente Wanderléa de Faria, comandante da ação, lamentava a falta de medidas efetivas. "Isso nunca acaba. A gente resolve hoje e eles (estudantes) voltam amanhã." Para que não seja necessária nova ação de força, a tenente sugere que haja uma mobilização conjunta de prefeitura, comerciantes da região e moradores. Segundo a tenente, uma ação preventiva no começo da noite seria inócua. "Mesmo se passar viatura de cinco em 5 minutos não vai resolver."Ação legalO comandante da 1ª Companhia da PM de Maringá, capitão Rogelho Fernandes, nega que a ordem de retirada de todos os circulantes da Rua Paranaguá possa ser considerado um toque de recolher. Fernandes afirma que a ação da PM foi legal e legitimada pelo apoio de moradores da região, que constantemente reclamam do barulho dos estudante nas noites de quinta-feira. Segundo o capitão, a PM precisa impor sua presença em situação de tumulto, desfazendo aglomerações para reestabelecer a ordem. "Enquanto houver clamor da população, as ações vão continuar."
Medida paliativa
O presidente da Associação de Moradores do Jardim Universitário, Fernando Alves, afirma que, apesar do barulho e sujeira causados no bairro pelos estudantes, não vê como ação ideal a polícia entrar em confronto. "Funciona como paliativo enquanto comerciantes, prefeitura e moradores buscam uma solução."
Uma noite na zona
22h30 - Estudantes começam a lotar a calçada da Rua Paranaguá
23h - As vias são tomadas. Trânsito passa a ficar lento
23h15 - Som de carros em altíssimo volume. "Há exagero, mas a PM deveria estar aqui desde o começo", diz o estudante Artur Roque.
23h30 - O aposentado Didival Polo, vizinho do Bar Kanarinhus, reclama do barulho. Sua neta Bianca, 10, lembra da semana anterior com empolgação. "A polícia chegou batendo em todo mundo."
0h - Enquanto explode nos alto-falantes de seu carro a canção "Hoje Vou Trair Minha Namorada", um estudante admite que "nós abusa (sic), mas isso chama a mulherada."
0h15 - Auge da festa. Trânsito completamente travado.
0h45 - Movimento começava a minguar. PM chega e dispersa todo mundo. "É o poder
do pedaço de pau", diz um PM.
Fontes: Ag~encias

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Centenas de pessoas acompanham despedida às vítimas da tragédia em escola


Centenas de pessoas acompanharam a despedida às vítimas da tragédia na escola em Realengo. Os corpos de onze dos doze estudantes mortos no massacre foram enterrados nesta sexta-feira (8). Estimativas não oficiais dão conta de que entre 2 e 3 mil pessoas acompanharam as cerimônias. O corpo de uma adolescente, Ana Carolina Pacheco da Silva, de 13 anos, será cremado no sábado (9). Dez meninas e dois meninos - um deles que teve a morte confirmada à noite, no hospital - morreram no ataque, além do próprio atirador. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, compareceu a alguns velórios para prestar solidariedade aos familiares dos estudantes mortos.
Desde a noite de quinta-feira, homenagens aos 12 estudantes mortos foram feitas em frente à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. No muro da instituição, havia flores e velas nesta sexta-feira (8). Cruzes com os nomes das crianças e adolescentes assassinados por Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, também foram colocadas. Onze crianças ficaram feridas no massacre. Dez seguiam internadas nesta sexta-feira (8), dessas três estavam em estado grave. A escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste do Rio, ficará pelo menos uma semana sem aulas. Segundo a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, que foi até a escola nesta sexta-feira (8) dar uma entrevista coletiva, a partir desta sexta, até a sexta-feira seguinte (15), psicólogos e assistentes sociais farão um atendimento às famílias que tiveram crianças mortas ou feridas no ataque. A casa do atirador foi periciada com a ajuda de dois irmãos dele na quinta-feira (7). O computador do jovem, principal peça de investigação, foi encontrado queimado. Segundo a polícia, ele tentou apagar as pistas. A perícia realizada na tarde de quinta-feira achou a casa totalmente destruída: móveis e eletrodomésticos foram quebrados. A casa fica perto da escola. Homenagens em frente à escola
Homenagens aos 12 estudantes mortos foram feitas em frente à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio.
No muro externo da instituição havia flores e velas nesta sexta-feira. Cruzes com os nomes das crianças e adolescentes assassinados por Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, também foram colocadas.
As aulas foram suspensas até o término da perícia. O local foi lacrado e conta com a presença de policiais para impedir a entrada.
Enterro das vítimas
Centenas de pessoas acompanharam a despedida às vítimas da tragédia na escola em Realengo. Os corpos de onze dos doze estudantes mortos no massacre foram enterrados nesta sexta-feira (8). Estimativas não oficiais dão conta de que entre 2 e 3 mil pessoas acompanharam as cerimônias.
O corpo de uma adolescente, Ana Carolina Pacheco da Silva, de 13 anos, será cremado no sábado (9). Dez meninas e dois meninos - um deles que teve a morte confirmada à noite, no hospital - morreram no ataque, além do próprio atirador.
As vítimas foram homenageadas com o arremesso de pétalas de rosa de um helicóptero, no Cemitério do Murundu.
Prla manhã, foram sepultados os corpos de Luiza Paula da Silveira, 14 anos, Laryssa Silva Martins, 13 anos, Mariana Rocha de Souza, 12 anos, Larissa dos Santos Atanásio, de 13 anos, Karine Lorraine Chagas de Oliveira, 14 anos, e
Rafael Pereira da Silva, de 14 anos.
Duas outras vítimas foram enterradas no Cemitério Murundu: Bianca Rocha Tavares e Milena dos Santos Nascimento. Ainda na zona Oeste do Rio de Janeiro, o corpo de Igor Moraes da Silva foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, em Jardim Sulacap.
O corpo de Géssica Guedes Pereira foi enterrado no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, no subúrbio. O corpo de Samira Pires Ribeiro será enterrado no Cemitério de Santa Cruz, na Zona Oeste. No Memorial do Carmo, no Caju, será sepultado o corpo de Ana Carolina Pacheco da Silva.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, compareceu a alguns velórios para prestar solidariedade aos familiares dos estudantes mortos.
A presidente Dilma Rousseff, determinou que os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Educação, Fernando Haddad, e a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, participem dos enterros. Dilma manifestou a intenção de participar dos velórios, antes de uma viagem para a China, mas a agenda ainda não foi confirmada.
Relato de uma sobrevivente da tragédia
Após a tragédia, uma das sobreviventes do massacre relatou como agia o atirador. Ele gritava que iria matar todas as crianças e que não havia como fugir.
“Eu só escutava gritos. Ele [o assassino] gritava: ‘Eu vou matar, é melhor vocês não fugirem. Vou matar de qualquer jeito, não adianta correr’.” O relato dramático de Jade Ramos de Araújo, de 12 anos, só não traduz de forma mais fiel a tensão que viveu ontem do que a palma da mão que ela mostra, rabiscada.
Trancada em uma sala da Escola Municipal Tasso da Silveira para se proteger do assassino que atirava em outros alunos ali perto, ela recorreu a uma caneta para dar vazão ao medo. “Para me acalmar, fiquei desenhando na minha mão”, contou. Jade só saiu da sala onde se refugiou ao ouvir os primeiros tiros de Wellington Menezes de Oliveira após ser localizada pelo irmão mais velho.
Perícia na casa do atirador
Nos arquivos da polícia, não há nenhuma queixa contra Wellington. Os investigadores querem saber como um rapaz sem antecedentes criminais sabia manusear as armas. Ele usou dois revólveres: um de calibre 38 e outro de calibre 32 e estava com muita munição num cinturão. Ele usava um equipamento chamado de "speedloader", um dispositivo que ajudava a recarregar as armas rapidamente, de uma vez só.
A polícia está tentando descobrir como Wellington conseguiu as armas. O revólver 38 está com a numeração raspada, o que dificulta o rastreamento. Os investigadores localizaram a origem da outra arma, de calibre 32. O dono dela já morreu. O filho dele prestou depoimento e disse que o revólver tinha sido roubado há quase 18 anos.
Número de mortos sobe para 12
A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro informou, na noite de quinta-feira (7), que o número de crianças mortas no ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira subiu para 12, sendo 10 meninas e dois meninos.
A Polícia Civil divulgou durante a tarde de quinta o nome das vítimas do ataque. Wellington Menezes de Oliveira atirou contra alunos em salas de aula lotadas, foi atingido por um policial e se suicidou. O crime ocorreu por volta das 8h30.
Veja a lista das vítimas:
1- Karine Chagas de Oliveira, 14 anos
2- Rafael Pereira da Silva, 14 anos
3- Milena dos Santos Nascimento, 14 anos
4- Mariana Rocha de Souza, 12 anos
5- Larissa dos Santos Atanázio, (aguardando documento)
6- Bianca Rocha Tavares, 13 anos
7- Luiza Paula da Silveira, 14 anos
8- Laryssa Silva Martins, 13 anos
9- Géssica Guedes Pereira (aguardando documento)
10- Samira Pires Ribeiro, 13 anos
11- Ana Carolina Pacheco da Silva, 13 anos
12- Igor Moraes da Silva, 13 anos
Wellington Menezes de Oliveira invadiu a escola e, com duas armas, efetuou vários disparos contra alunos, professores e funcionários. Treze pessoas morreram, entre elas dez meninas, dois meninos e o próprio atirador. Também há 11 feridos, a maioria dos feridos atingida no tórax e na cabeça. Em carta, o criminoso fala em "perdão de Deus" e dá indícios de que o ataque foi premeditado.
Segundo um funcionário, o homem entrou em uma turma de 8.ª série, no segundo andar, com cerca de 40 alunos em sala. Ele teria afirmado que faria uma palestra, mas daí sacou a arma e disparou contra as crianças. Em seguida, ele saiu pelos corredores, também atirando. Quando percebeu que havia polícia no local, o atirador tentou fugir, trocou tiros com a PM, foi baleado na perna e acabou se matando.
O governo do Rio de Janeiro informou que havia aproximadamente 400 alunos na escola no momento do atentado. A escola tem 14 turmas no período da manhã, de 1ª à 8ª série. Os estudantes têm entre 9 e 14 anos.
Estudantes feridos
A Secretaria de Saúde informou também que 11 crianças ficaram feridas durante o massacre na escola. Dessas, dez permaneciam internadas em seis hospitais nesta sexta-feira (8).
Três estudantes estavam internados em estado grave. Um aluno foi alvejado com um tiro no olho e estava em coma. Outra criança foi atingida na coluna e corre o risco de ficar paraplégica.
Há ainda o caso de uma vítima que foi baleada no ombro. O tiro acertou vasos sanguíneos e a criança perdeu muito sangue.
Luto oficial
A presidente Dilma Rousseff (PT) decretou luto oficial de três dias pela tragédia ocorrida na escola. O episódio emocionou a presidente que encerrou, chorando, uma cerimônia no Palácio do Planalto na quinta-feira pedindo um minuto de silêncio em respeito às vítimas. Já o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, decretaram luto de sete dias no Estado.
Autor do crime
O autor dos disparos, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, era ex-aluno da escola. Ele deixou uma carta dando instruções sobre como deveria ser enterrado, e falando sobre pureza e castidade.
Inicialmente, foi divulgado que o atirador seria portador do vírus HIV e que teria deixado isso escrito em sua carta. A informação foi desmentida posteriormente.
Wellington nunca apresentou problemas no colégio. Ele cursou o ensino fundamental de 1999 a 2002. De acordo com a Secretaria de Educação, era bom estudante e nunca repetiu de ano. Também não há registros de mau comportamento na sala de aula.
Wellington era filho adotivo, caçula de cinco irmãos. O pai morreu há cinco anos e a mãe, há dois anos. Em 2008, ele trabalhou no almoxarifado de uma fábrica de salsichas. O jovem pediu demissão em agosto do ano passado. Segundo funcionários, ele era um jovem de poucas palavras.
O rapaz, considerado estranho pelos vizinhos, morou com a família em uma casa, na mesma rua da escola, cenário do massacre.
"Sempre tímido, aquele mesmo comportamento calado, nunca foi de ter amizade. Uma vez ou outra jogava bola aqui, mas era muito difícil. De uns tempos para cá nem isso", contou a vizinha Vanessa Nascimento.
"Ele saía e não falava com ninguém: era de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Não falava com ninguém. Era ele no mundo dele", relatou outra vizinha.
"Só curtia internet, como falava. Ele ficava só na internet, mais nada", comentou o vizinho Fábio dos Santos.
Há 8 meses, Wellington se mudou para outra casa, em Sepetiba, também na Zona Oeste do Rio. O imóvel foi herança do pai.
Segundo os vizinhos, desde que se mudou para o local, Wellington nunca foi visto com amigos ou namoradas. Ele andava sempre de cabeça baixa, mal cumprimentava as pessoas e chamava atenção por uma barba enorme que raspou há cinco dias. Os vizinhos também contam que ele seguia uma rotina de segunda a segunda: saía cedo de casa, voltava no fim da tarde, comprava um refrigerante em uma mercearia e entrava pelo portão para ficar a noite no computador.
Um comerciante, que conhece a família há muito tempo, diz que, apesar do temperamento fechado, Wellington nunca demonstrou agressividade. "Nunca vi comportamento nenhum irregular, entendeu. Nunca vi", disse Marcos Alves.
A última vez que ele foi visto na rua foi há dois dias.
Um dos irmãos do atirador - que não quis se identificar – disse, em entrevista à TV Globo, que os atentados de 11 de Setembro chamaram a atenção de Welligton. Ele teria dito que gostaria de derrubar um avião. Após o episódio, a mãe levou o rapaz ao psicólogo.
Massacre
O tiroteio durou em torno de 20 minutos, segundo um morador de Realengo. Doze alunos morreram e há ainda 11 feridos graves, inclusive com tiros na cabeça. Helicópteros ajudaram no resgate.
Durante o tiroteio, os funcionários trancaram as crianças de outras turmas nas salas de aula para protegê-las do atirador.
De acordo com o coronel Djalma Beltrame, comandante do 14º BPM (Bangu), em entrevista à Globo News, a rápida ação da polícia - que participava de uma ação nas proximidades da escola - impediu que a tragédia fosse ainda maior. "Ainda havia bastante munição com o atirador para ser disparada", disse. Os policiais participavam de uma ação junto com o Departamento de Transporte Rodoviário (Detro) de combate ao transporte clandestino na região. Foi um aluno baleado no rosto que chegou pedindo ajuda.
Os peritos retornaram à escola nesta sexta-feira (8). Felipe Tsuruta revelou, em entrevista ao G1, que os estudantes foram colocados lado a lado pelo atirador antes de serem alvejados.
Parentes recebem atendimento
No Hospital Albert Schweitzer, foi montada uma sala para receber parentes de vítimas que chegam ao local em estado de choque. Trinta familiares foram atendidas no hospital.
Os feridos em estado grave foram transferidos por helicóptero para o Hospital Sousa Aguiar.
Duas irmãs gêmeas, Brenda e Biana Rocha Tavares, de 13 anos, foram atingidas pelos disparos. Bianca não resistiu aos ferimentos na cabeça e morreu. Brenda, que foi alvejada nos braços e foi operada.
"Herói"
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), chamou de "herói" o sargento da Polícia Militar que trocou tiros com o invasor que abriu fogo na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo. Segundo Cabral, o sargento Alves impediu um massacre maior ao atingir a perna do atirador, que depois teria se matado. Cabral ainda referiu-se ao atirador como "psicopata" e "animal".
O governador prestou solidariedade às famílias das vítimas da tragédia que ocorreu nesta manhã. Ele deu a declaração na quadra de esportes da escola, ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), e também informou que já falou com a presidente Dilma Rousseff a respeito do episódio. Paes acrescentou que a escola não será fechada, mas que as aulas estão suspensas.
Se chegasse antes poderia evitar muita coisa, diz policial
O policial que interrompeu o ataque de um homem armado a uma escola lamentou não ter chegado minutos antes ao local na zona oeste do Rio de Janeiro para evitar a tragédia desta quinta-feira.
O sargento Márcio Alves, de 38 anos, há 18 na corporação, estava a duas quadras da escola em Realengo, em uma operação do Departamento de Trânsito, quando foi chamado por dois alunos feridos que conseguiram fugir do ataque à escola.
O policial acertou um tiro no autor dos disparos no momento em que ele se preparava para atirar em mais estudantes. O homem se matou com o tiro na cabeça depois de ser atingido, segundo a polícia.
"Sinto tristeza por essas crianças, tenho filhos, mas também tenho um sentimento de dever cumprido. A tristeza não vai sair fácil da nossa memória, mas cumpri a minha parte. Se eu tivesse chegado cinco minutos antes, talvez tivesse evitado muita coisa", disse Alves.
"Um aluno baleado solicitou socorro. Encontrei o matador no segundo andar e quando ele saía de uma sala atirei. Ele foi atingido, caiu na escada, e cometeu o suicídio", acrescentou.
O sargento, que foi descrito como "herói" pelo governador Sérgio Cabral, afirmou que não consegue esquecer os momentos de terror logo que chegou ao local. "Era muito sangue, gritaria e a maioria dos tiros foi na cabeça (dos estudantes)", disse.
Papa Bento XVI lamenta tragédia no Rio
O papa Bento XVI, por intermédio do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, enviou uma mensagem de solidariedade às vítimas do massacre da Escola Municipal Tasso da Silveira e a toda população carioca. No texto, encaminhado ao arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, o pontífice se declara "profundamente consternado" com o ataque contra "crianças indefesas".
Bento XVI também convoca a população do Rio a repudiar a violência, "que constitui caminho sem futuro", e a construir uma sociedade "fundada sobre a justiça e o respeito pelas pessoas, sobretudo os mais fracos e indefesos". O papa pede que a esperança faça prevalecer "o perdão e o amor sobre o ódio e a vingança" e abençoa as vítimas.
Repercussão
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) condenou com veemência o crime ocorrido no Rio. A notícia do atirador que atacou os estudantes do colégio onde estudou virou destaque na versão online de vários jornais no exterior, como o argentino La Nación, o espanhol El País, o britânico The Guardian e até na rede de televisão Al Jazeera.
Na rede social do Twitter, a Unesco Brasil repudiou o crime. “A Unesco repudia ataques à escola do Rio e se solidariza com as famílias. A escola deve ser um lugar para reconstruir a paz e a cultura”. O assunto está entre o dez mais comentados no Twitter.
Fontes: Agências

Muro em frente à escola é palco de homenagens; enterros começam hoje



Homenagens aos 12 estudantes mortos foram feitas em frente à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, durante a noite de quinta-feira e a madrugada. No muro externo da instituição, havia flores e velas nesta sexta-feira (8). Cruzes com os nomes da crianças e adolescentes assassinados por Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, também foram colocadas.
Os corpos de parte dos alunos assassinados na escola serão enterrados nesta sexta. Os velórios de oito das 12 vítimas estavam ocorrendo e a previsão é de que o sepultamento será realizado ainda nesta sexta. Dez meninas e dois meninos - um deles que teve a morte confirmada à noite, no hospital - morreram no ataque, além do próprio atirador.
A casa do atirador foi periciada com a ajuda de dois irmãos dele na quinta-feira (7). O computador do jovem, principal peça de investigação, foi encontrado queimado. Segundo a polícia, ele tentou apagar as pistas. A perícia realizada na tarde de quinta-feira achou a casa totalmente destruída: móveis e eletrodomésticos foram quebrados. A casa fica perto da escola.
Homenagens em frente à escola
Homenagens aos 12 estudantes mortos foram feitas em frente à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio.
No muro externo da instituição havia flores e velas nesta sexta-feira. Cruzes com os nomes da crianças e adolescentes assassinados por Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, também foram colocadas.
As aulas foram suspensas até o término da perícia. O local foi lacrado e conta com a presença de policiais para impedir a entrada.
Enterro das vítimas
Os corpos de parte dos alunos assassinados na escola serão enterrados nesta sexta-feira. Os velórios de oito das 12 vítimas estavam ocorrendo nesta sexta e a previsão é de que o sepultamento será realizado ainda hoje.
A presidente Dilma Rousseff, determinou que os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Educação, Fernando Haddad, e a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, participem dos enterros. Dilma manifestou a intenção de participar dos velórios, antes de uma viagem para a China, mas a agenda ainda não foi confirmada.
Relato de uma sobrevivente da tragédia Após a tragédia, uma das sobreviventes do massacre relatou como agia o atirador. Ele gritava que iria matar todas as crianças e que não havia como fugir.
“Eu só escutava gritos. Ele [o assassino] gritava: ‘Eu vou matar, é melhor vocês não fugirem. Vou matar de qualquer jeito, não adianta correr’.” O relato dramático de Jade Ramos de Araújo, de 12 anos, só não traduz de forma mais fiel a tensão que viveu ontem do que a palma da mão que ela mostra, rabiscada.
Trancada em uma sala da Escola Municipal Tasso da Silveira para se proteger do assassino que atirava em outros alunos ali perto, ela recorreu a uma caneta para dar vazão ao medo. “Para me acalmar, fiquei desenhando na minha mão”, contou. Jade só saiu da sala onde se refugiou ao ouvir os primeiros tiros de Wellington Menezes de Oliveira após ser localizada pelo irmão mais velho.
Perícia na casa do atirador
Nos arquivos da polícia, não há nenhuma queixa contra Wellington. Os investigadores querem saber como um rapaz sem antecedentes criminais sabia manusear as armas. Ele usou dois revólveres: um de calibre 38 e outro de calibre 32 e estava com muita munição num cinturão. Ele usava um equipamento chamado de "speedloader", um dispositivo que ajudava a recarregar as armas rapidamente, de uma vez só.
A polícia está tentando descobrir como Wellington conseguiu as armas. O revólver 38 está com a numeração raspada, o que dificulta o rastreamento. Os investigadores localizaram a origem da outra arma, de calibre 32. O dono dela já morreu. O filho dele prestou depoimento e disse que o revólver tinha sido roubado há quase 18 anos.
Número de mortos sobe para 12
A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro informou, na noite de quinta-feira (7), que o número de crianças mortas no ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira subiu para 12, sendo 10 meninas e dois meninos. Ainda de acordo com a Secretaria, 11 crianças permanecem internadas em seis hospitais.
A Polícia Civil divulgou durante a tarde de quinta o nome das vítimas do ataque. Wellington Menezes de Oliveira atirou contra alunos em salas de aula lotadas, foi atingido por um policial e se suicidou. O crime ocorreu por volta das 8h30.
Veja a lista das vítimas:
1- Karine Chagas de Oliveira, 14 anos 2- Rafael Pereira da Silva, 14 anos 3- Milena dos Santos Nascimento, 14 anos 4- Mariana Rocha de Souza, 12 anos 5- Larissa dos Santos Atanázio, (aguardando documento) 6- Bianca Rocha Tavares, 13 anos 7- Luiza Paula da Silveira, 14 anos 8- Laryssa Silva Martins, 13 anos 9- Géssica Guedes Pereira (aguardando documento) 10- Samira Pires Ribeiro, 13 anos 11- Ana Carolina Pacheco da Silva, 13 anos 12- Igor Moraes da Silva, 13 anos
Wellington Menezes de Oliveira invadiu a escola e, com duas armas, efetuou vários disparos contra alunos, professores e funcionários. Treze pessoas morreram, entre elas dez meninas, dois meninos e o próprio atirador. Também há 11 feridos, a maioria dos feridos atingida no tórax e na cabeça. Em carta, o criminoso fala em "perdão de Deus" e dá indícios de que o ataque foi premeditado.
Segundo um funcionário, o homem entrou em uma turma de 8.ª série, no segundo andar, com cerca de 40 alunos em sala. Ele teria afirmado que faria uma palestra, mas daí sacou a arma e disparou contra as crianças. Em seguida, ele saiu pelos corredores, também atirando. Quando percebeu que havia polícia no local, o atirador tentou fugir, trocou tiros com a PM, foi baleado na perna e acabou se matando.
O governo do Rio de Janeiro informou que havia aproximadamente 400 alunos na escola no momento do atentado. A escola tem 14 turmas no período da manhã, de 1ª à 8ª série. Os estudantes têm entre 9 e 14 anos.
Luto oficial
A presidente Dilma Rousseff (PT) decretou luto oficial de três dias pela tragédia ocorrida na escola. O episódio emocionou a presidente, que um pouco mais cedo encerrou, chorando, uma cerimônia no Palácio do Planalto pedindo um minuto de silêncio em respeito às vítimas. Já o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, decretaram luto de sete dias no Estado.
Autor do crime
O autor dos disparos, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, era ex-aluno da escola. Ele deixou uma carta dando instruções sobre como deveria ser enterrado, e falando sobre pureza e castidade.
Inicialmente, foi divulgado que o atirador seria portador do vírus HIV e que teria deixado isso escrito em sua carta. A informação foi desmentida posteriormente.
Wellington nunca apresentou problemas no colégio. Ele cursou o ensino fundamental de 1999 a 2002. De acordo com a Secretaria de Educação, era bom estudante e nunca repetiu de ano. Também não há registros de mau comportamento na sala de aula.
Wellington era filho adotivo, caçula de cinco irmãos. O pai morreu há cinco anos e a mãe, há dois anos. Em 2008, ele trabalhou no almoxarifado de uma fábrica de salsichas. O jovem pediu demissão em agosto do ano passado. Segundo funcionários, ele era um jovem de poucas palavras.
O rapaz, considerado estranho pelos vizinhos, morou com a família em uma casa, na mesma rua da escola, cenário do massacre.
"Sempre tímido, aquele mesmo comportamento calado, nunca foi de ter amizade. Uma vez ou outra jogava bola aqui, mas era muito difícil. De uns tempos para cá nem isso", contou a vizinha Vanessa Nascimento.
"Ele saía e não falava com ninguém: era de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Não falava com ninguém. Era ele no mundo dele", relatou outra vizinha.
"Só curtia internet, como falava. Ele ficava só na internet, mais nada", comentou o vizinho Fábio dos Santos.
Há 8 meses, Wellington se mudou para outra casa, em Sepetiba, também na Zona Oeste do Rio. O imóvel foi herança do pai.
Segundo os vizinhos, desde que se mudou para o local, Wellington nunca foi visto com amigos ou namoradas. Ele andava sempre de cabeça baixa, mal cumprimentava as pessoas e chamava atenção por uma barba enorme que raspou há cinco dias. Os vizinhos também contam que ele seguia uma rotina de segunda a segunda: saía cedo de casa, voltava no fim da tarde, comprava um refrigerante em uma mercearia e entrava pelo portão para ficar a noite no computador.
Um comerciante, que conhece a família há muito tempo, diz que, apesar do temperamento fechado, Wellington nunca demonstrou agressividade. "Nunca vi comportamento nenhum irregular, entendeu. Nunca vi", disse Marcos Alves.
A última vez que ele foi visto na rua foi há dois dias.
Massacre
O tiroteio durou em torno de 20 minutos, segundo um morador de Realengo. Doze alunos morreram e há ainda 11 feridos graves, inclusive com tiros na cabeça. Helicópteros ajudaram no resgate.
Durante o tiroteio, os funcionários trancaram as crianças de outras turmas nas salas de aula para protegê-las do atirador.
De acordo com o coronel Djalma Beltrame, comandante do 14º BPM (Bangu), em entrevista à Globo News, a rápida ação da polícia - que participava de uma ação nas proximidades da escola - impediu que a tragédia fosse ainda maior. "Ainda havia bastante munição com o atirador para ser disparada", disse. Os policiais participavam de uma ação junto com o Departamento de Transporte Rodoviário (Detro) de combate ao transporte clandestino na região. Foi um aluno baleado no rosto que chegou pedindo ajuda.
Parentes recebem atendimento
No Hospital Albert Schweitzer, foi montada uma sala para receber parentes de vítimas que chegam ao local em estado de choque. Trinta familiares foram atendidas no hospital.
Os feridos em estado grave foram transferidos por helicóptero para o Hospital Sousa Aguiar.
Duas irmãs gêmeas, Brenda e Biana Rocha Tavares, de 13 anos, foram atingidas pelos disparos. Bianca não resistiu aos ferimentos na cabeça e morreu. Brenda, que foi alvejada nos braços e foi operada.
"Herói"
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), chamou de "herói" o sargento da Polícia Militar que trocou tiros com o invasor que abriu fogo na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo. Segundo Cabral, o sargento Alves impediu um massacre maior ao atingir a perna do atirador, que depois teria se matado. Cabral ainda referiu-se ao atirador como "psicopata" e "animal".
O governador prestou solidariedade às famílias das vítimas da tragédia que ocorreu nesta manhã. Ele deu a declaração na quadra de esportes da escola, ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), e também informou que já falou com a presidente Dilma Rousseff a respeito do episódio. Paes acrescentou que a escola não será fechada, mas que as aulas estão suspensas.
Se chegasse antes poderia evitar muita coisa, diz policial
O policial que interrompeu o ataque de um homem armado a uma escola lamentou não ter chegado minutos antes ao local na zona oeste do Rio de Janeiro para evitar a tragédia desta quinta-feira.
O sargento Márcio Alves, de 38 anos, há 18 na corporação, estava a duas quadras da escola em Realengo, em uma operação do Departamento de Trânsito, quando foi chamado por dois alunos feridos que conseguiram fugir do ataque à escola.
O policial acertou um tiro no autor dos disparos no momento em que ele se preparava para atirar em mais estudantes. O homem se matou com o tiro na cabeça depois de ser atingido, segundo a polícia.
"Sinto tristeza por essas crianças, tenho filhos, mas também tenho um sentimento de dever cumprido. A tristeza não vai sair fácil da nossa memória, mas cumpri a minha parte. Se eu tivesse chegado cinco minutos antes, talvez tivesse evitado muita coisa", disse Alves.
"Um aluno baleado solicitou socorro. Encontrei o matador no segundo andar e quando ele saía de uma sala atirei. Ele foi atingido, caiu na escada, e cometeu o suicídio", acrescentou.
O sargento, que foi descrito como "herói" pelo governador Sérgio Cabral, afirmou que não consegue esquecer os momentos de terror logo que chegou ao local. "Era muito sangue, gritaria e a maioria dos tiros foi na cabeça (dos estudantes)", disse.
Repercussão
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) condenou com veemência o crime ocorrido no Rio. A notícia do atirador que atacou os estudantes do colégio onde estudou virou destaque na versão online de vários jornais no exterior, como o argentino La Nación, o espanhol El País, o britânico The Guardian e até na rede de televisão Al Jazeera.
Na rede social do Twitter, a Unesco Brasil repudiou o crime. “A Unesco repudia ataques à escola do Rio e se solidariza com as famílias. A escola deve ser um lugar para reconstruir a paz e a cultura”. O assunto está entre o dez mais comentados no Twitter.
Fontes: Ag~encias

Wellington Menezes era vítima de 'bullying' nos tempos da escola

Ex-colegas de Wellington Menezes de Oliveira revelaram que o autor do ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo , teria sido vítima de bullying na época em que ele era aluno do colégio. Na sala de aula, Wellington sofria intimidações constantemente. Os estudantes chegaram a lhe dar o apelido de Sherman, em referência ao famoso nerd interpretado pelo ator Chris Owen no filme "American Pie". Ainda segundo informações passadas por dois rapazes que estudaram com o atirador, Wellington também era chamado de "suingue", pois andava mancando de uma perna. - O Wellington era completamente maluco. Era perceptível na sala de aula que ele tinha algum tipo de distúrbio. Ele era muito calado, muito fechado. E a galera pegava muito no pé dele, mas não a ponto dele fazer isso (o massacre) - disse o estudante Bruno Linhares, de 23 anos, que quando soube do ocorrido foi até a porta do colégio para prestar solidariedade. - Uma vez, um colega bateu nas costas do Wellington e disse brincando: "Cara, a gente tem medo de você porque um dia você ainda vai matar muita gente". Foi brincadeira, mas agora parece até que foi uma profecia. Sinceramente, não sei porque ele não fez isso com a nossa turma. " O Wellington era completamente maluco. Era perceptível na sala de aula que ele tinha algum tipo de distúrbio. Ele era muito calado, muito fechado " Enquanto aguardava na fila para entrar no ônibus enviado ao local para levar doadores de sangue ao Hemorio, Bruno contou que Wellington não era bom aluno. - Além de tudo, ele ainda tirava notas baixas. A escola deveria ter encaminhado ele para um psicólogo - acredita Bruno, ainda tentando achar uma resposta para a violência. As reações das vítimas do bullying costumam ser diversas. De acordo com a professora Maria Luísa Bustamante, do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e chefe do serviço de psicologia aplicada da mesma universidade, elas tanto podem partir para uma atitude mais introspectiva, quanto reagir à violência assumindo o papel de seus agressores. - Em muitos casos, a vítima do bullying tende a se recolher e a se isolar, tornando-se uma pessoa mais sozinha. Em outros, acontece o oposto. O bullying pode induzir uma agressividade, tornando a pessoa mais rebelde e até mesmo violenta - analisa a professora. O bullying não é um fenômeno novo, mas só recentemente ganhou destaque e a atenção de educadores, psicólogos e da sociedade civil. " O bullying consiste em qualquer atividade que perturbe e incomode o outro, em demonstrações de desrespeito e falta de consideração. Esse termo é específico para ser aplicado para tudo o que acontece na escola " - O bullying consiste em qualquer atividade que perturbe e incomode o outro, em demonstrações de desrespeito e falta de consideração. Esse termo é específico para ser aplicado para tudo o que acontece na escola - explica Maria Luísa. As vítimas preferenciais do bullying costumam ser aquelas que apresentam algum tipo de fragilidade, seja física ou comportamental. - Quem pratica o bullying elege os mais tímidos, frágeis, alguém que tenha característica para ser vítima. As consequências são trágicas, porque isso causa uma perda de amor próprio muito grande. Ela se torna insegura, incapaz de ter relacionamentos afetivos, porque se sentiu rejeitada pelos colegas de turma numa época em que eles eram muito importantes - completa a professora. Fontes: Agências