

A dor de um pai
Os médicos do Hospital Copa D'Dor confirmaram, às 20h10, a morte do menino
João Roberto Soares, 3 anos. Ele foi baleado na cabeça ontem durante uma perseguição policial na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Já havia sido informada à tarde sua morte cerebral, mas ele era mantido ligado a aparelhos porque a família havia autorizado a doação de seus órgãos. Os aparelhos foram desligados com a presença dos familiares e de amigos. O Rio Transplante foi ao hospital e constatou que somente as córneas da criança poderiam ser transplantadas. As córneas devem ser retiradas ainda nesta segunda-feira pelo Banco dos Olhos. O corpo de João Roberto será encaminhado para o Instituto Médico Legal. Ainda não há informações do local e horário do enterro do menino. Mais cedo, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, admitiu, em entrevista coletiva, que o episódio "demonstra uma falta de preparo e critério" dos policiais. Ele classificou a ação como desastrosa e pediu desculpas aos familiares da criança. Beltrame desmentiu a versão dos dois policiais militares envolvidos de que o veículo em que estavam o garoto, o irmão e a mãe, teria cruzado uma perseguição envolvendo uma viatura e um carro com quatro bandidos. O secretário de Segurança confirmou a versão de testemunhas de que os policiais atiraram no carro da família por engano."O que houve foi exatamente a confusão. Essa explicação ela vai ser dada no inquérito. A tese dos policiais não é suficiente". Beltrame informou que os dois PMs estão presos administrativamente no 6º Batalhão (Tijuca), onde são lotados.
Fontes: C 13 e Agências
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